Ciência - Porto de águas profundas "vai trazer mais oportunidades" para São Tomé

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As autoridades são-tomenses assinaram, no final do mês de Maio, um memorando de entendimento com a empresa do Gana SafeBond África que prevê a construção do porto de águas profundas em Fernão Dias e a modernização dos portos Ana Chaves e da ilha Príncipe. O ministro das Infra-Estruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, afirma que o projecto "vai trazer" mais oportunidades económicas para o arquipélago. O ministro são-tomense das infraestruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, admite que o período eleitoral atrasou a análise da proposta para a construção do porto de águas profundas em Fernão Dias, mas garante que "a luz verde já existe". “A luz verde já existe, porque a proposta preliminar apresentada é bastante convincente e acabada. Ainda não temos uma data definitiva para começarmos as negociações, porque estamos no período eleitoral e não seria realista começar um processo tão sério neste período. Nós, em princípio, vamos entrar com o terreno, cerca de 20 a 30 hectares, que poderão ser em quantidades superiores. Outras medidas poderão ser contempladas, ao nível das finanças, para facilitar esta mesma construção”, explicou. O memorando da empresa do Gana SafeBond África prevê, num projecto público-privado, a construção do porto de águas profundas em Fernão Dias e a modernização dos portos Ana Chaves e da ilha Príncipe. Enquanto São Tomé aguarda pela construção de um porto de águas profundas, o porto Ana Chaves, construído nos anos 60 e gerido pela empresa pública Enaport, assegura diariamente o embarque e desembarque da mercadoria que chega à capital. No entanto, as pequenas dimensões do porto não permitem a atracagem de navios de grandes dimensões, um handicap que dificulta o transbordo de mercadorias , explica o engenheiro Paulo César, responsável pelas operações do porto. “Navios com calado de cinco metros conseguem atracar, mas a grande parte que vem tem acima de dez metros, por isso não conseguem entrar. Grande parte das mercadorias são descarregadas ao largo [do porto] e os navios ficam fundeados e utilizamos barcaças para onde é feito o transbordo de mercadorias. Essas barcaças são rebocadas depois para o cais”, refere. Paulo César reconhece que a construção de um porto de águas profundas poderia resolver o problema das grandes embarcações: "um navio poderia atracar, grande parte dessas mercadorias estariam a ser descarregadas para o cais e obviamente os custos seriam mais baixos”. São Tomé e Príncipe é um dos poucos países da região a não ter um porto de águas profundas. O projecto esteve para concretizar-se em 2008, mas a crise financeira acabou por adiar a obra, lembra António Aguiar, engenheiro naval e consultor do governo em matérias portuárias e aeroportuárias. “Em 2008, São Tomé e Príncipe assinou com uma empresa francesa,Terminal Link, um contrato de concessão e o contrato não foi para a frente porque houve a crise financeira de 2008 e neste ano a empresa CMA CGM [empresa que gere Terminal Link] perdeu mil milhões de dólares. De lá até aqui a situação alterou-se substancialmente na região, já que há muitos mais países que construíram portos de águas profundas, porque naquela altura, na região, não havia infra-estruturas portuárias com capacidade para receber navios com calados à volta de 16 metros de profundidade. O projecto que a Terminal Link era desviar a frota da CMA CGM para fazer o transbordo das mercadorias aqui para a região, de Luanda para Abidjan, um volume bastante grande, seria um porto de grandes dimensões”, nota. O ministro são-tomense das infra-estruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, garante que São Tomé e Príncipe não chega atrasado nesta corrida, salientando que a região continua a precisar de infraestruturas portuárias para escoar a mercadoria. “ São Tomé e Príncipe chega na hora certa. Neste momento, temos indicações precisas de que, apesar de outros países terem construído as suas infra-estruturas, a necessidade deste género de infra-estruturas é premente na nossa costa. Nós temos um atraso, em termos de fila, para o atracamento dos portos em três ou quatro meses, desde a Mauritânia até Luanda”, frisa. Osvaldo Abreu diz que a viabilização do porto “desemboca nesta localização que nos dará a possibilidade de facilitar o transbordo de outros portos, porque poderemos contribuir com aquilo que eles chamam de táxi". O responsável pela pasta das infra-estruturas e Recursos Naturais reconhece que a economia são-tomense não é suficiente para viabilizar um projecto avaliado em mais de 200 milhões de dólares, por isso terá de se apostar numa economia de escala. “Temos de fazer economia de escala, através da nossa região e não só, vamos dar um boost na nossa economia, baixando os custos operacionais portuários, e também fazendo mais economia com mais produto, mais investidores e mais oportunidades que o porto vai trazer”, concluiu Uma obra que, na opinião de Osvaldo Abreu, vai mudar a história da economia de São Tomé e Príncipe.

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