#124: Ficção científica, utopia e feminismo, com Ana Rüsche

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Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a escritora Ana Rüsche, pesquisadora de estudos linguísticos e literários e autora do doutorado “Utopia, feminismo e resignação em The left hand of darkness e The handmaid's tale” (https://bit.ly/3qzCZ8U), apresentado na USP em 2015. Além desse estudo, conversamos sobre dois artigos da Ana que foram publicados no Suplemento Pernambuco – Jornal Literário da Companhia Editora de Pernambuco, “Margaret Atwood: de quanto o real supera a ficção” (https://bit.ly/3h3Fb5s), de dezembro de 2017, e “Pasárgada, me leva que vou com você” (https://bit.ly/3y8C025), de fevereiro de 2020. Falamos sobre o crescimento de publicações distópicas e utópicas a partir do século XX, sobre as características e as repercussões desses trabalhos, sobre por que é “mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo” e sobre as obras das escritoras norte-americanas de ficção científica Ursula Le Guin e Margaret Atwood e o interesse que elas despertam nos últimos anos. Seria por causa da crise econômica? Da ascensão da extrema direita? E como a ficção utópica pode apontar caminhos para a superação da tragédia em que estamos? Ana é uma das apresentadores do podcast Incêndio na Escrivaninha (https://bit.ly/3qBjIUE) e autora dos livros de poesia Rasgada (Quinze & Trinta, 2005), Sarabanda (Selo Demônio Negro, 2007), Nós que adoramos um documentário, (Ed. Ourivesaria da Palavra, 2010) e Furiosa (ed. autora, 2016); e dos romances Acordados (Amauta, 2007), Do amor – o dia em que Rimbaud decidiu vender armas (Quelônio, 2018), e A telepatia são os outros (Monomito, 2019), vencedor do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, finalista do Prêmio Argos e finalista do Jabuti.
Indicações de leitura da Ana: Os despossuídos, de Ursula le Guin; Aniquilação, de Jeff VanderMeer; Estação perdido, de China Miéville; e Parábola do semeador, de Octávia E. Butler.
*Trilha: Rage Against the Machine, “Wake up” (Tim Commerford, Zach de la Rocha, Tom Morello e Brad Wilk); e Rob Zombie, “Dragula (Hot Rod Herman Remix)”.

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